Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Primeiros Socorros

CONHEÇA A IMPORTÂNCIA DE SABER PRATICAR GESTOS QUE SALVAM.

CONHEÇA A IMPORTÂNCIA DE SABER PRATICAR GESTOS QUE SALVAM.

Primeiros Socorros

06
Mai08

Geladura

Socorrismo
É uma situação em que os tecidos são localmente lesados por exposição das extremidades a temperaturas ambientes reduzidas. A lesão é provocada pela contracção dos vasos sanguíneos superficiais, situação que implica o aparecimento de edema (inchaço) dos tecidos e de trombos no interior dos vasos que diminuem ainda mais a perfusão local.
 
Sinais e Sintomas:
 
  • As áreas afectadas tornam-se pálidas, depois brancas como cera, cianosadas, à medida que a falta de irrigação aumenta;
  • Podem ocorrer bolhas;
  • Diminuição dos movimentos locais;
  • A vítima refere “picadas” e dores intensas, mas à medida que a lesão progride, a região torna-se gradualmente dormente e a dor desaparece;
  • Existe rigidez e insensibilidade térmica. 
Primeiro Socorro:
 
  • Levar a vítima para um local aquecido;
  • Retirar roupa e calçado molhado ou húmido, cortando se necessário;
  • Aquecer a zona afectada gradualmente, de forma indirecta, para evitar maior destruição dos tecidos (optar por agasalhar e não por mergulhar as extremidades em água quente);
  • Prevenir o choque;

Promover o transporte para o hospital.

06
Mai08

Hipotermia

Socorrismo
A Hipotermia surge quando a temperatura do corpo baixa a valores inferiores a 35ºC. Esta situação ocorre quando a temperatura ambiente é muito baixa, especialmente se o frio é acompanhado por chuva, humidade ou neve, ou por imersão em mares, lagos ou rios. A falta de preparação física, a fadiga, a fome e a desidratação aumentam o risco de hipotermia.
 
 
Sinais e Sintomas:
 
  • A pele da vítima está fria, pálida e seca;
  • A temperatura corporal está baixa – 35ºC ou menos;
  • Diminuição da lucidez e alterações do comportamento;
  • O pulso e a ventilação estão abaixo do normal;
  • À medida que a vítima vai perdendo a consciência, as funções vitais tornam-se cada vez mais difíceis de detectar, levando mesmo a uma paragem cárdio-respiratória (iniciar de imediato manobras de SBV). 
Primeiro Socorro:
 
  • Retirar vestuário molhado ou húmido;
  • Colocar botijas de água quente, protegidas, nas axilas e virilhas para manutenção da temperatura central. A sua colocação nas extremidades é contra-indicada pois o aumento da circulação periférica ajuda a diminuir ainda mais a temperatura central;
  • Agasalhar com cobertor;
  • Colocar a vítima de acordo com o seu grau de consciência;
  • Vigiar as funções vitais;
  • Promover o transporte para o hospital.
06
Mai08

Alcoolismo agudo

Socorrismo
O etanol é o álcool encontrado nas bebidas que habitualmente são consumidas e, ao contrário do que se pensa, não são estimuladores mas depressores do sistema nervoso central.
O alcoolismo agudo é consequência da ingestão de bebidas alcoólicas acima dos limites de tolerância do organismo.
Cada pessoa é afectada de uma forma diferente. Contudo, a sintomatologia apresentada poderá ser diversa, consoante o nível de intoxicação.
 
Complicações:
 
Hipoglicémia: Baixa concentração de açúcar no sangue, podendo provocar um quadro compulsivo.
 
Hipotermia: Baixa temperatura corporal (valores inferiores a 35ºC), provocando alterações das funções vitais.
 
Sinais e Sintomas:
  • Hálito característico a álcool;
  • Falta de coordenação de movimentos e dificuldade na articulação de palavras;
  • Alegria e exuberância de atitudes;
  • Conflitualidade;
  • Ventilação irregular e acelerada;
  • Palidez e suores frios;
  • Contracções de pequenos grupos musculares;
  • Alterações da lucidez, equilíbrio, força e consciência (em casos mais graves pode surgir o coma etílico). 
Primeiro Socorro:
 
Se a vítima estiver consciente:
  • Provocar o vómito para eliminar o conteúdo gástrico;
  • Dar bebidas fortemente açucaradas;
  • Manter a temperatura corporal;
  • Vigiar as funções vitais.
 
Se a vítima estiver inconsciente:
  • Manter a via aérea permeável;
  • Colocar a vítima em PLS;
  • Manter a temperatura corporal;
  • Colocar açúcar debaixo da língua;
  • Vigiar as funções vitais;
  • Promover o transporte para o hospital.
06
Mai08

Epilepsia

Socorrismo
Sinais e Sintomas:
 
A epilepsia é uma doença neurológica de causa variada (genética, traumática ou tumoral), relacionada com uma alteração de condução dos estímulos/impulsos nervosos.
 
Existem dois grupos de epilepsia:
 
Pequeno Mal Epiléptico:
 
Caracteriza-se pelas seguintes alterações: -Alterações do comportamento;
                                                               -Ausências/ Alheamento.
 
Grande Mal Epiléptico:
Caracteriza-se por 4 Fases:
 
1) Fase Aura – alucinação sensorial (auditiva, sensorial, olfactiva) com sensação de ataque eminente.
 
2) Fase Tónica – perda de consciência, aumento das contracções musculares e apneia.
 
3) Fase Clónica – contracções e relaxamentos bruscos dos grupos alternados de músculos, por vezes acompanhados por ventilação ruidosa, salivação abundante e perda de controle dos esfíncteres.
 
4) Fase Pós-crítica – relaxamento dos músculos e recuperação progressiva de consciência.
 
Primeiro Socorro:
 
Pequeno Mal Epiléptico:
 
  • Acalmar e colocar a vítima em posição confortável;
  • Se necessário, promover o transporte para o hospital.
 
Grande Mal Epiléptico:
 
  • Proteger, afastando objectos e amparando a cabeça e membros superiores;
  • Desapertar as roupas ao nível do pescoço, tórax, e abdómen;
  • Manter a via respiratória permeável, para prevenir a alteração da função cárdio-respiratória;
  • Colocar a vítima de acordo com o seu grau de consciência (fase de recuperação);
  • Vigiar as funções vitais;
  • Promover o transporte para o hospital.
06
Mai08

AVC

Socorrismo
Acidente Vascular Cerebral
 
 Como resultado de perturbações da circulação do sangue oxigenado nas estruturas encefálicas (cérebro, cerebelo e tronco cerebral), estas entram em sofrimento decorrente da isquémia a que vão estar sujeitas, sendo a situação tanto mais grave quanto mais extensa for a ara afectada.
Estas situações designam-se por Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e resultam da diminuição ou ausência do fluxo de sangue e, consequentemente, de oxigénio ao nível dos tecidos das estruturas encefálicas.
 
Consideram-se dois grandes tipos de AVC:
- Isquémicos;
- Hemorrágicos.
 
 
Sinais e Sintomas:
  • Perda brusca do conhecimento;
  • Descoordenação, descontrolo ou mesmo incapacidade de realização de movimentos;
  • Dores de cabeça (cefaleias) fortes (associados à hemorragia cerebral);
  • Agitação e Ansiedade;
  • Dificuldade na articulação das palavras;
  • Pupilas anisocrónicas (com diâmetros diferentes, estando mais dilatada a do lado da lesão);
  • Paralisia Facial;
  • Insensibilidade aos estímulos tácteis;
  • Palidez;
  • Sudorese;
  • Hemiplégia (paralisia de um hemicorpo).
Primeiro Socorro:
  • Reduzir tensão emocional:
-Manter um ambiente tranquilo;
-Afastar os familiares;
-Incutir confiança;
  • Promover o estímulo cerebral (não em exagero);
  • Manter a via aérea permeável;
  • Desapertar as roupas ao nível do pescoço, tórax e abdómen;
  • Colocar a vítima numa posição confortável de acordo com o seu grau de consciência;
  • Manter a temperatura corporal;
  • Vigiar as funções vitais;
  • Promover o transporte para o hospital.
06
Mai08

Diabetes

Socorrismo
Hiperglicémia:
 
Excesso de açúcares no sangue relativamente ao nível de insulina circulante. Geralmente, esta situação surge em indivíduos com propensão para diabetes, ou mesmo doentes diabéticos, medicados ou não. Pode surgir como causa directa de:
 
-   Refeição muito rica em hidratos de carbono (açucares);
- Falta de insulina exógena em doentes diabéticos e insulino-dependentes.
 
 
Sinais e Sintomas:
  • Fadiga crescente;
  • Manutenção da prega cutânea/desidratação;
  • Ventilação rápida, profunda e irregular;
  • Pulso rápido e cheio;
  • Hálito adocicado a fruta ou a acetona;
  • Face rosada e aspecto congestionado;
  • Inconsciência – coma.
Primeiro Socorro:
  • Obter história clínica:
- O doente é insulino-dependente?
- Já administrou a dose de insulina diária?
- O doente faz antidiabéticos orais?
  • Manter as vias aéreas permeáveis;
  • Vigiar as funções vitais;
  • Promover o transporte para o hospital.
Hipoglicémia
 
 
Fornecimento insuficiente de substrato calórico (glicose) devido a:
- Jejum prolongado;
- Esforços físicos incomuns e em condições climatéricas desfavoráveis que aumentam os consumos energéticos do organismo;
- Dose excessiva de insulina exógena em doente que seja diabético e insulino-dependente.
 
Sinais e Sintomas:
  • Sensação de fraqueza/ fome;
  • Palidez acentuada;
  • Sudorese abundante e fria;
  • Pele pegajosa;
  • Pulso rápido e cheio;
  • Ventilação superficial e tendencialmente deprimida;
  • Parestesias (picadas /formigueiros) no rosto e nas mãos;
  • Convulsões -coma.
Primeiro Socorro:
  • Se a vítima estiver consciente e conseguir deglutir, pode dar-se água com açúcar;
  • Se a vítima estiver inconsciente, deve manter a via aérea permeável e colocar um torrão de açúcar sublingual (não se esquecendo de a colocar em PLS);
  • Manter a temperatura corporal;
  • Vigiar as funções vitais;
  • Promover o transporte para o hospital.
06
Mai08

Anexos

Socorrismo

 

Técnica da extensão da cabeça e elevação do maxilar inferior
 
1)    Colocar uma mão na testa, libertando os dedos indicador e polegar. Estes servirão para apertar o nariz se for necessário fazer insuflações.
2)    Inclinar a cabeça ligeira mente para trás.
3)    Dois dedos da outra mão são colocados sob o maxilar inferior, fazendo uma ligeira tracção superior.
 
 

Posição lateral de segurança (PLS)
 
O socorrista:
1)    Retira relógio e óculos à vítima.
2)    Coloca-se de joelhos junto à vítima que deve estar de costas e com as pernas esticadas.
3)    Coloca o braço da vítima mais próximo de si, para cima, ao lado da cabeça, com a palma da mão voltada para cima.
4)    Segura na mão contrária e leva-a até à face da vítima, do seu lado, com a palma da mão virada para fora.
5)    Com a mão mais próxima das pernas da vítima, segura a perna mais afastada da vítima, mantendo-a flectida.
6)    Vira a vítima para o seu lado.
7)    Mantém a mão da vítima debaixo da face e a cabeça em extensão.
8)    A perna de cima deve ficar flectida de forma a formar um ângulo de 90º.
 
 
Técnica de compressão torácica (CT)
 
1)    Colocar a base de uma mão na metade inferior do esterno, na linha média do tórax, e colocar a outra mão sobre a primeira, entrelaçando e levantando os dedos.
2)    Não fazer pressão sobre as costelas, na parte superior do abdómen ou sobre o apêndice xifóide (ponta inferior do externo).
3)    Manter os braços esticados, perpendicularmente ao tórax da vítima.
4)    Pressionar o tórax 4 a5 cm, 30 vezes. Após cada compressão aliviar totalmente, sem perder o contacto com o esterno, e fazer as compressões a um ritmo de 100 por minuto. O tempo de compressão é igual ao tempo de descompensação.
 
 
Método de insuflação boca-a-boca
 
1)    Fechar o nariz da vítima com os dedos indicador e polegar da mão que faz a extensão da cabeça.
2)    Mantenha a boca da vítima aberta.
3)    Faça uma inspiração normal e adapte a sua boca à boca da vítima de forma a obter uma selagem perfeita e faça a insuflação.
 
 
Técnica da elevação/impulsão da mandíbula
 
1)    Colocar os dedos indicador e médio de cada mão na curvatura posterior de cada lado da mandíbula.
2)    Fazer pressão no ponto articular dos dois maxilares (inferior e superior) e empurrar a mandíbula para cima.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D